sábado, 20 de agosto de 2011



Carta de amor - por Fred Jorge
Meu inesquecível amor!
Penso em você, e tremo dentro da noite! A evocação do seu nome faz de minha alma um templo, e do meu cismar uma prece murmurada a medo dentro da noite imensa... Penso em você, e sinto que meu sangue se torna incendiado, cálido, correndo célere dentro das veias... E o desejo invade meu ser – o desejo que você me inspira, que você faz estar dentro do meu ser como um fogo líquido transbordando em gotas de lágrimas pelos olhos tristes. A solidão me assusta... Sim, querida: me assusta, porque na solidão eu sinto vontade de martirizar minha alma com perguntas a que ninguém pode responder. Perguntas que falam sobre você. Perguntas que trazem, a cada momento, mais e mais ansiedade à minha alma... A solidão me conduz ao exame íntimo de todas as emoções que vivem dentro de mim. E, perdido dentro da noite, eu suspiro, eu soluço e suplico. Suplico em vão... Suplico ao vento que me diga seu nome. Peço às estrelas que me falem do seu luar... E você não vem... Não vem pra mim, que continuo desolado e triste. Não vem
Para mim, que sinto a saudade me envolver tristemente, como se fosse um manto de brumas, enfeitando por lágrimas de orvalho, meu amor...

2 comentários:

Unknown disse...

poesia pura

jose jurandy Inacio disse...

me lembro dessas cartas de fred jorge, quando vendi nas bancas de jornais a muitos e muitos anos atrás.

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